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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

JESUS HISTÓRICO


Uma contestação aos que atribuem a um mito a existência de Cristo

Escrevi esse artigo para aqueles que duvidam que Jesus seja o salvador, filho de Deus, o Deus encarnado. Escrevo não a partir da Bíblia, nem das próprias declarações de Jesus sobre si mesmo e das declarações dos escritores neo-testamentários, que seriam o suficiente para provar a existência de Cristo. Mas apresentar a Jesus como um homem que passou pela história. Interessante esse aspecto porque provando que Jesus não é um mito, seguimos no caminho para provar que ele é o salvador da humanidade.

Os pesquisadores históricos concordam que os que declaram que Jesus é um mito, é gente que não tem nenhuma autoridade para tal afirmação. Os historiadores e arqueólogos, na sua grande maioria, não concluem que Jesus Cristo foi um mito, ao contrário, nos seus estudos e pesquisas se deparam com muitas, mas muitas evidências as sua presença na história, tal qual mencionada nas escrituras bíblicas.

É uma irresponsabilidade e uma grande cretinice, emitir uma opinião sobre algo que não se conhece, e alguns que o fazem, o fazem sem qualquer conhecimento. A grande maioria dos contestadores de Cristo é gente que não conhece nada de história, religião ou bíblia, são “loros” que repetem o que ouviram ou leram a opinião de alguém em algum lugar. É um desrespeito aos pesquisadores e historiadores que passam anos, gastam suas vidas e seus recursos trabalhando para encontrar evidências que corroborem com a história de uma maneira geral. Recentemente pesquisas detalhadas sobre os chamados “papiros de Cristo”, trouxeram a luz muitos fatos novos com relação às datas de documentos que provam que os evangelhos foram escritos por testemunhas oculares. (yootube – Testemunha ocular de Jesus, o documentário todo).

O documentário citado, foi apresentado pelo Discovery channel, segundo esse documentário, foi encontrado na Universidade de Oxford, os fragmentos do chamado Papiro de Jesus, são pequenas porções do evangelho de Mateus. Esses papiros foram levados pelo estudioso Alemão Carsten, que datou esses papiros 60AD que já indicaria que eles foram escritos por testemunhas oculares da vida de Jesus. Ao descobrir isso, um jornalista chamado Matthew D’Ancona, partiu em busca de informações sobre esses papiros e de como chagaram a universidade de Oxford, descobrindo coisas extraordinárias que chegaram até em indícios irrefutáveis de que os próprios evangelhos foram escritos por testemunhas oculares da vida e atos de Jesus.

Os livros do novo testamento não apresentam um quadro histórico acerca de Jesus. Esta claro que os escritores cristãos antigos, não estavam preocupados na história de Jesus, mas nos atos de Jesus. Rudolf Bultman, disse que: “O interesse dos evangelhos é absolutamente diferente dos do interesse dos historiadores modernos”. Ele declara que a dúvida se Jesus realmente existiu, é infundada e nem merece o esforço de refutação. “Nenhuma pessoa sã pode duvidar de que Jesus figura como fundador do movimento histórico cujo primeiro estágio é representado pela comunidade palestina mais antiga. Agora, a preservação de escritos sobre essa presença e o interesse que se teria de deixar algo escrito pelos não cristãos a respeito de Jesus, é outra coisa”, diz ele.

Isso quer dizer que, aqueles que eram interessados em escrever algo sobre Jesus, não estavam preocupados em deixar registrados fatos históricos. Ernst Kasemann diz que: “A comunidade cristã fez grandes esforços para manter a continuidade histórica com o Jesus que palmilhou este mundo, que permitiu que os eventos históricos dessa vida terrena fossem quase que inteiramente esquecidos, substituindo tais eventos por sua própria mensagem”.

Ernest Finlay Scott faz uma observação muito interessante a respeito dos críticos da existência e obra de Cristo, ele diz: “Se alguém tiver que julgar a historicidade de Jesus, terá que julgá-lo tão imparcialmente quanto faria com outro personagem qualquer da história”.

Norman Pittergen declarou: “Devemos considerar como ponto pacífico que todas as tentativas dos críticos para negar a historicidade de Jesus, falharam”.



Referências não cristãs sobre Jesus

Só para constar aos críticos céticos de plantão, coloco algumas referencias de escritores antigos sobre Jesus.

CORNÉLIO TÁCITO (52-54 dC)

Ao escrever sobre o reinado de Nero, Tácito faz alusão a morte de Cristo e a existência de Cristãos em Roma (anales, XV. 44).



LUGANO DE SAMOSATA

Um sátiro do segundo século que zombava de Cristo e dos cristãos, ao escrever suas zombarias, mal sabia que estava produzindo provas documentais da existência dele e dos cristãos. “O homem que foi crucificado na Palestina porque tinha introduzido um novo culto ao mundo. Foi ele quem persuadiu muitos de que todos eram irmãos uma vez que colocassem de lados os deuses gregos, negando-os, e ao mesmo tempo deveriam adorar que se deixou crucificar e viver sob as suas leis”.

CARTA DE MARA BAR – SERAPION

No museu britânico existe um manuscrito que preserva o texto de uma carta escrita no ano 70 dC. Essa carta foi enviada por um sírio chamado Mara Bar – Serapion, a seu filho. Ele estava na prisão durante esse tempo, mas escreveu ao seu filho para incentivá-lo a que buscasse a sabedoria e que aqueles que perseguiam homens sábios eram atacados com o azar. Ele coloca então como exemplo a morte de Sócrates, Pitágoras e Cristo.



Poderíamos colocar aqui as referências de muitos rabinos que deixaram escritos fragmentos sobre o que viram acontecer na Palestina na época de Cristo. Para concluir esse ponto, menciono a enciclopédia britânica que utiliza mais de 20.000 palavras para descrever a pessoa de Jesus, utiliza mais espaço e informação para falar de Jesus, do que Aristóteles, Cícero, Alexandre, Julio César, Buda, Confúcio, Maomé, Napoleão Bonaparte e outros.

Não crer que Jesus existiu, é negar também a existência de todos esses. Finalmente a enciclopédia termina relatando: “Estes relatos independentes provam que nos tempos antigos os oponentes do cristianismo, nunca duvidaram da historicidade de Jesus”.

Continuaremos esse tema em outras partes, mais termino essa perguntando, ou melhor, afirmando aos que cretinamente insistem que Jesus é um mito e que segundo eles não existe, ou ainda existe pouca evidência da sua existência, que mesmo que essa hipótese fosse verdadeira ainda assim: “Seria a ausência da evidência, uma evidência da ausência?http://www.blogger.com/img/blank.gif






Em defensa del Cristianismo – Josh Macdowel

Evidência que exige um veredito – Josh Macdowel

Evidencias históricas da Fé Cristã

Enciclopédia Britânica

BLOG DO AP

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Olhar para o sol pode fazer espirrar, sim

Há milhares de anos, luzes brilhantes são sinônimo de grandes espirros – e estudos curiosos

por Karen Schrock

Você já saiu de uma matinê no cinema e, sob a luz repentina do Sol, começou a espirrar sem parar? Até um terço da população responderá a essa pergunta com um enfático “Sim!” (enquanto o resto do pessoal coça a cabeça com uma expressão confusa no rosto). O espirro como resultado da exposição à luz brilhante – conhecido como espirro de reflexo fótico – é uma idiossincrasia genética ainda não explicada pela ciência, apesar de já ter intrigado algumas das mentes mais brilhantes da história.

Aristóteles se perguntava por que certas pessoas espirravam ao olhar para o Sol em Problemas: “Por que o calor do sol provoca o espirro?”. O filósofo acabou apontando o calor do Sol sobre o nariz como o responsável.

Dois mil anos mais tarde, no começo do século 17, o filósofo inglês Francis Bacon colocou essa idéia à prova se expondo ao Sol com os olhos fechados – o calor ainda estava lá, mas ele não espirrou (uma demonstração compacta do método científico, que ainda decolava na época). A melhor explicação de Bacon foi que a luz do Sol fazia os olhos se encherem d’água, e então essa umidade infiltrava e irritava o nariz.

Líquidos à parte, a hipótese da umidade de Bacon parecia bem razoável até que nossa compreensão moderna da fisiologia deixou bem claro que o espirro acontece rápido demais depois da exposição ao Sol para ser resultado de um duto lacrimal relativamente lento. É aí que entra a neurologia: a maioria dos especialistas concorda que “fios cruzados” no cérebro provavelmente são responsáveis pelo espirro de reflexo fótico.
Um espirro é geralmente desencadeado pela irritação do nariz, identificada pelo nervo trigeminal, um nervo cranial responsável pelas sensações e controle motor da face. Ele está bem próximo do nervo óptico que, por sua vez, “percebe”, por exemplo, quando um feixe repentino de luz entra na retina. De acordo com a teoria, assim que o nervo óptico dá o sinal para o cérebro constringir as pupilas, parte do sinal elétrico é identificado pelo nervo trigeminal e confundido pelo cérebro como aviso de nariz irritado. E assim acontece o espirro.

Mas como esse fenômeno inofensivo (e potencialmente embaraçoso) não parece estar ligado a qualquer doença, o estudo científico do assunto é escasso. Pesquisas têm feito pouco mais que documentar sua existência e tentar medir sua prevalência. Não existem estudos rigorosos, mas pesquisas informais identificam 10 a 35% da população como “espirradores fóticos”. Um trabalho da década de 60 demonstrou que a característica é autossomal dominante – ou seja, o gene não está no cromossomo X ou Y, e apenas uma cópia dele tem que estar presente para que a característica seja expressada. Então, se um dos pais de uma criança espirra ao olhar para uma luz brilhante, metade seus filhos também vai precisar de um lencinho.

O culpado genético permanece não-identificado, mas os cientistas estão começando a se interessar em revelá-lo. “Eu acho que vale a pena”, diz Louis Ptácek, neurologista da University of California em São Francisco e pesquisador do Howard Hughes Medical Institute. Ptácek estuda transtornos episódicos como a epilepsia e enxaquecas, e acredita que pesquisar o espirro de reflexo fótico poderia esclarecer outros aspectos da neurologia.

Convulsões epilépticas às vezes são desencadeadas por flashes de luz e a enxaqueca é frequentemente acompanhada por fotofobia. “Se conseguíssemos encontrar um gene que provoca o espirro fótico, poderíamos estudá-lo e aprender algo sobre o caminho visual e outros fenômenos de reflexo”, explica Ptácek.

Mas até que o neurologista e seus colegas encontrem as famílias adequadas para seu estudo, o espirro de reflexo fótico permanecerá uma característica genética divertida (para os outros), como conseguir dobrar a língua. Apesar de um estudo de 1993 publicado na Military Medicine ter levantado questões sobre o espirro induzido pela luz colocar em perigo pilotos de caça – para os quais um piscar de olhos pode ser letal em certas situações –, esse temor foi deixado de lado quando uma pequena pesquisa apontou que usar óculos escuros eliminaria esse efeito.

Esse não foi o único estudo, digamos, excêntrico sobre esse tipo de espirro. Por exemplo, uma pesquisa de 1978 entrou na moda dos acrônimos e quis batizar o espirro de reflexo fótico como Síndrome de explosão hélio-oftálmica autossomal-dominante – ou, na sigla em inglês, ACHOO – que quer dizer... ATCHIM!

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Navegue pelo Sistema Solar com seu navegador!


Solar System Scope é um planetário online que abre em seu navegador, sem precisar instalar nada e simplesmente espetacular: tridimensional, de navegação intuitiva incluindo a scroll wheel de seu mouse. Na barra inferior está o controle de tempo, e você pode selecionar datas ou avançar e retroceder o tempo, vendo os planetas girando loucamente.

Na barra esquerda estão as opções mais avançadas, permitindo transformar a visão para um modelo geocêntrico ou uma visão panorâmica, exibindo melhor o zodíaco e o movimento retrógrado. Você também pode ajustar a escala dos planetas e suas órbitas — na visão inicial, os planetas são exibidos muito maiores do que realmente são, e as órbitas muito mais próximos do que descrevem. Na escala real é fabuloso, e como dizia Carl Sagan, um exercício de humildade ver como são pontos minúsculos em um vasto espaço de órbitas distantes e imensas. Também se pode ativar a visão de constelações, ou as estrelas como pontos brilhantes no céu, entre muito mais.

Há literalmente uma infinidade de descobertas e conhecimentos envolvidos nesta simulação de nosso sistema solar, e é fantástico poder brincar e simular algo que repesenta um esforço de milhares de anos por compreender as luzes no céu.

E mesmo este é apenas um modelo, uma simplificação da realidade: você sabia que a órbita de Plutão, por exemplo, e por decorrência a de todo o sistema solar é a longo prazo caótica? Mas esta já é outra história, para outra coluna. Por ora, que este planetário digital executado em Flash represente algo da ciência que liga a vastidão dos céus às proezas de nossas mentes, e vice-versa. [via Amazing.es]
Já eu achei no sedentário&hiperativo

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Full

Interessante ...
Esta é tipo raro de acontecer!!!

JULHO


Este ano, Julho terá 5 sexta-feiras, 5 sábados e 5 domingos.
Isto acontece uma vez a cada 823 anos.
Estes anos sao conhecidos como 'money bags'.
Por e-mail do Jean R. Costa
ps. não verifiquei essa coisa de 823 anos, só se realmente vai acontecer e a parte de serem conhecidos por 'money bags'

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Lição do dia: O inseto mais macho do mundo

Esse inseto é o Besouro de Darwin, e vai te fazer se sentir uma moça depois de assistir o que ele faz pra conseguir uma parceira. Como o próprio nome sugere, Darwin foi o primeiro a avistar esse besouro, e se surpreendeu por causa do tamanho de suas mandíbulas. Sim, não são chifres, como em alguns casos de besouros.



O fato é que esse besouro deixa qualquer macho no chinelo, seja homem, seja leão, seja um aye-aye (wtf?). Ele ganha. O Besouro de Darwin irá subir 25 metros até o topo da árvore para encontrar uma parceira, e no meio da jornada vai ter q derrubar todos seus oponentes. Ah, o final é totalmente excelente, e por isso que dei a ele o título de mais macho do mundo.


Esse é bruto.
oversodoinverso

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Dança Interpretativa.


Quadro bacana do programa de humor da BBC “How Not To Live Your Life” inspirado naquelas clássicas brincadeiras de mimica, as garotas tem que adivinhar qual é a música!

A parte da música está legendada se preferirem pulem para 0:50.
sedentário&hiperativo

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Catedral de Maringá - DEZ10


Um cone de luz
apontado para o céu.
In Excelsis Deo.

A.A de Assis

domingo, 21 de novembro de 2010

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Bernard Cornwell, ou como se faz literatura de verdade pra macho…

Hoje em dia existe um termo que anda bastante utilizado por aí: o chick lit.

A expressão se refere a uma literatura voltada especificamente para o público feminino (em tradução livre seria algo como: “literatura para mulherzinha”).

É de onde surgem histórias sobre mulheres querendo perder peso para arrumar namorado; procurando formas de controlar os cartões de créditos; fazendo fofocas em escolas de ricaços ou agarrando qualquer anjo ou morto-vivo que brilhe por aí.

Que seja; se elas gostam disso, nós temos de respeitar a forma de construção de raciocínio do sexo oposto.

A grande questão, porém, que fica é: ok, e se o mercado editorial anda invadido pelas obras para a mulherada, o que sobra nas prateleiras para representar a legítima literatura de macho?

Abaixe o volume do jogo no fundo aí e abra essa cerveja no dente, meu amigo.

Vamos falar de literatura para macho de verdade…



Bernard Cornwell, ou como se faz literatura pra macho…

Quando a mãe de Bernard Cornwell o pôs no mundo em uma Londres fria de 1944, ela não fazia a menor ideia do que estava fazendo ao mundo da literatura masculina. O pai talvez fizesse.

A mãe não.

O pai era um aviador canadense e a mãe auxiliar da Força Aérea Britânica. Na minha cabeça eu já imagino o genitor fazendo o parto da própria mulher no meio de uma trincheira barulhenta, dando uns tapas no traseiro do moleque e berrando com o indicador apontado: “e não chora não, garoto, que homem não chora, hein, p#$$%!”.

(Bernard Cornwell aos 02 anos, em fotos raras)

Mais tarde, o jovem Bernard foi adotado por uma família que pertencia a uma seita religiosa chamada Peculiar People, seja lá o que um negócio desses significar. Na verdade, dizem que significava uma seita fervorosa que rejeitava todo tipo de friviolidade, até mesmo a medicina.

Eu acredito.

Em minha mente consigo ver perfeitamente um pequeno Cornwell com o dedo deslocado após uma queda ruim no futebol, e uma monja tatuada e musculosa gritando na cara dele: “e coloca essa p#$$% de dedo no lugar sem chorar, que já falei que homem não chora, hein, p#$$%!”.

Com o passar do tempo, antes que criassem a Cientologia e o obrigassem a contar a sua quantidade de thetan, ele fugiu para a Universidade de Londres, trabalhou na BBC por 10 anos e depois tentou se casar com a americana Judy, mas os americanos o consideraram inglês demais para lhe dar um green card.

(você falaria mal de um livro desse cara na cara dele?)

Sem tal permissão, Cornwell resolveu viver como escritor, já que para esse trabalho não é preciso permissão do governo dos EUA, pois os americanos só reconhecem um escritor como um trabalhador de verdade quando ele ganha dinheiro com isso.

Ah, sim, hoje eles sabem muito bem que é Bernard Cornwell.

“Tough Lit”


Em inglês existe uma expressão para o cara machão, aquele de estilo valentão, herói brigão dos anos 80: ele é o chamado tough guy.

Partindo desse princípio, e na falta de uma expressão que represente todo o oposto da chick lit, eu passei a utilizar a expressão: tough lit para essa literatura anabolizada, que pode entediar a princípio o público feminino, mas levar o masculino ao êxtase primitivo de uma arquibancada de MMA.

(O tough guy não precisa brilhar no sol pra chamar a atenção…)

E quais as características de uma literatura desse tipo?

Vamos lá: o herói desse tipo de literatura não tem essa de modéstia ou conflitos psicológicos intensos. A coisa pra ele é bem mais simples: ele simplesmente sabe que ele é o Cara.

Veja bem, ele não acha que o cara; ele simplesmente sabe que é.

(Isso é “tough lit“)

Ele olha aqueles baderneiros fazendo arruaça na taberna e fica pensativo se vai fingir que está vendo ou não porque sabe que se resolver se levantar, ele não vai simplesmente lhes dar uma lição de moral.

Ele vai destruir a taberna inteira nessa lição!

Outra coisa: o herói de tough lit gosta de mulher. Ainda que do jeito tosco e bronco dele, ele gosta muito. Então nem adianta aparecer com aquele papo de ãh, o que?, não, não pode, só depois do casamento, ou se você me ama de verdade vamos pensar se devemos de fato ficar juntos, meu amor.

O tough guy se preciso pega a mulherada pelos cabelos e faz coisas com ela mais intensas do que vídeos caseiros da Paris Hilton.

Conan é togh lit. James Bond também. Jason Bourne nem se fala.

(esse não é um leitor de “tough lit”…)

Para identificar um protagonista de tough lit é fácil: basta usar a teoria citada por Alexandre “Jovem Nerd” Ottoni no comentário sobre a definição de um típico herói anos 80: é simples, o cara tem de resolver o problema sozinho!

[atualizado] Como bem observaram alguns leitores, o comentário acima sobre a definição do herói anos 80 não foi do Ottoni, mas de seu grande parceiro, o Azaghal. Obrigado pela correção, galera! [atualizado]

Veja bem: ele pode ir lá na frente e liderar um exército contra uma parede de escudos, na falta de alguém competente para fazer isso. Mas ele sabe que, se ele quisesse, ele ia lá e quebrava todo mundo sozinho (o que em algum momento ele vai acabar fazendo mesmo)!

(já esse é um leitor sendo formado desde cedo pelo pai…)

E bem, não é algo assim tão simples quanto parece a princípio, mas felizmente existem por aí alguns escritores que conseguem traduzir esse estilo testosterona de escrever de maneira primorosa.

Cornwell é um dos melhores deles.

Estilo


Bernard Cornwell escreve romances baseados em fatos históricos, buscando nos fatos retratados uma autenticidade realista para a própria narrativa. Sua retratação histórica costuma ser tão bem feita, que mesmo que as coisas tenham sido diferentes do que ele conta, você irá preferir acreditar na versão dele mesmo assim.

Cornwell tem um estilo sujo, direto, intenso. Sua lista de personagens costuma ser tão imensa, e os nomes tão complicados, que não estranhe se você se perder e precisar apelar constantemente para os breves resumos sobre quem é quem no início.

E não comece a reclamar, por favor; a primeira lição de uma tough lit de verdade é que leitor de autores como Cornwell não chora!

O que impressiona no estilo do inglês é como ele é detalhista, mas não é prolixo. Suas descrições de batalhas e paredes de escudos são extremamente ricas e ao mesmo tempo dinâmicas. Você consegue escutar as flechas zunindo de um ponto a outro. O som do metal se chocando. Os gritos das pessoas morrendo. Os cascos dos cavalos estremecendo a terra.

(um cenário depois dos personagens de Cornwell passarem por ele…)

Além disso, a realidade medieval é retratada como era de fato, sem romanciação. Ela é feia, grotesca, por muitas vezes bizarra. Os soldados não entram no campo de batalha com armaduras limpas; eles entram suados, bêbados, fedendo; e quando o inimigo começa a se aproximar, muitos deles começam a urinar e defecar nas próprias calças, buscando força na loucura ou na embriaguez para reagir.

Os personagens gostam de sangue e de ver a cor do sangue do inimigo. E de arrancar coisas dos corpos dos mortos para usar de troféu. E de tomar suas mulheres como escravas ou amantes forçadas. E de outras coisas que você vai gostar de ler, mas nem sempre de imaginar…

Existe uma certa diplomacia e intriga política no universo de Cornwell, mas no fim das contas, tudo se decide mesmo é na porrada.

É por isso que Cornwell pode ser chamado de uma “literatura pra macho”. No fim, ler seus livros é meio como assistir a um “Os Mercenários” medieval; traz à tona aqueles instintos primitivos que o sexo masculino, independente da época, resgata quando cospe no chão, se estoura todo erguendo um supino, abraça um amigo estalando tapas nas costas e mastiga de boca aberta ao falar das últimas conquistas femininas com as pernas afastadas na mesa do bar.

Há tanta testosterona desfilando por aquelas páginas, que se você bater algumas delas no liquidificador pode sair dali direto para uma orgia.

(1ª sugestão de um capista para a capa de O Rei do Inverno)

Entretanto, nem todos as suas séries possuem o mesmo nível. É bom ter isso em mente para não começar pelas leituras menos ideais.

Logo, siga o mesmo raciocínio de caso você quisesse apresentar Sylvester Stallone para um adolescente da geração de hoje: você não iria mandá-lo assistir ao “O Especialista”, “Daylight”; nem mesmo “Rambo”, não é? (De novo: não é?)

Você iria mandá-lo começar por “Rocky Balboa”!

O raciocínio aqui é o mesmo. É o seguinte: quer ler Cornwell? Comece por As Crônicas de Artur. Ponto.

Não comece pelo O Arqueiro nem Azincourt, e muito menos Stonehenge.

Comece de uma vez pela obra-prima.

Se não vier a ler mais nada do inglês depois, sem problemas. Você já terá lido um dos melhores exemplares de tough lit que temos por aqui.

Boas vindas ao Rei que não Queria Ser Rei, mas era assim mesmo

Quando me perguntaram em uma entrevista qual era meu personagem preferido na literatura, a resposta foi imediata: Derfel Cadarn.

É este o personagem narrador de As Crônicas de Artur e também o maior acerto de Cornwell nessa obra. Narrar a aventura de um ponto de vista de um personagem inicialmente menor aos acontecimentos faz com que de fato tenhamos uma identificação imediata com o personagem, como se fosse ele um ancestral de família.

(salve o Rei…)

É fácil amar Derfel. Nós acompanhamos seu treinamento, seu primeiro inimigo morto, seu primeiro encontro com o mito Artur, seu primeiro amor, seu segundo amor, sua humildade perante um Merlin mal-humorado, ranzina e extremamente debochado.

Ao longo dos três livros, nós acompanhamos o inicialmente tímido adolescente se tornar o futuro lorde guerreiro experiente.

O cenário ao redor de Derfel é traiçoeiro, violento depressivo, entretanto ele se mostra uma pessoa com noções de honra, caráter e fidelidade aos ideais e às pessoas a quem jura sua lealdade. Ele é o total oposto de Uhtred, o personagem das Crônicas Saxônicas, que é outro tipo de tough guy, mais no estilo Conan de ser, e tão fascinante quanto.

Outra curiosidade da série é a forma como o autor trata a magia.

Aqui a magia nunca é magia “de fato”. Os feiticeiros fazem paredes com crânios na frente de exércitos e dançam e amaldiçoam o inimigo. Ainda assim, a magia de fato é ativada exclusivamente pela superstição popular. E isso é muito interessante porque levanta a dúvida: mas se a “magia” funcionou, independente do artifício, ela é superstição ou de fato é a própria definição de magia?

Exibições de poder pirotécnicos se mostram engenhosas formas de ludibriação em cima desse mistiscismo e tudo é construído de uma forma tão bem-feita, que taxar tal existência da magia na série como um fato ou um truque também depende da superstição pessoal de cada leitor.

A forma como Cornwell também nos reapresenta os personagens de Camelot é fabulosa e surpreendente.

A maioria de nós sempre admirou Lancelot e tratou Artur como um Rei a ser respeitado, embora distante e de quem se sente uma certa pena ao se tornar provalmente o corno mais famoso da literatura mundial.

Depois de As Crônicas de Artur não.

Depois dessa saga, todos, mas literalmente todos os personagens de Camelot são visto sob uma nova ótica; uma ótica masculina barra pesada, e sem brumas.

Arrumando Problemas

Você quer procurar um ou outro problema nos livros de Cornwell?

Ok, as explicações históricas às vezes podem lhe cansar.

O excesso de personagens vai confundir.

Alguns personagens, como o Arqueiro, são overpowers e costumam não apenas ser muito superiores às pessoas comuns, como estar no lugar certo na hora certa, ou errada, mas que para a trama não deixa de ser a certa.

E talvez por isso, por saberem o quanto são melhores do que os outros, alguns deles são o que na gíria se chamaria de escrotos. Mas o termo aqui não seria no sentido de serem personagens ruins, mas simplesmente de serem arrogantes e antipáticos na relação com os outros personagens, correndo o risco de gerar uma falta de apego frente a um determinado leitor.

E se você teve algum desses problemas com a obra, tem o direito como leitor.

Mas se você é um tough guy, guarde essas coisas para você, suporte a dor e não reclame. Nunca reclame.

Leitor de Cornwell não chora.

(imagem de um adepto da filosofia emo lendo sobre Cornwell)

E Além?

E para fechar, a pergunta: e além de Cornwell, que outros grandes representantes da legítima tough lit teríamos por aí?

Em minha mente alguns nomes estrangeiros surgem imediatamente: Robert Howard, Conn Iggulden, George R.R. Martin e Tom Clancy.

No Brasil, Leonel Caldela com seus romances de batalhas sujas e personagens pouco confiáveis supre bem essa função, tanto que eu e Eduardo Spohr gostamos de nos referir a ele como “o Cornwell brasileiro”.

E por voltar a falar no inglês, não poderia finalizar sem lembrar que Corwell é tão tough guy, que em junho de 2006 recebeu o título de Oficial na Ordem do Império Britânico, nos 80 anos da rainha. A conclusão que podemos chegar a tudo isso é que o universo realmente prepara um homem para sua missão no mundo.

Não foi à toa que aquele futuro escritor nasceu filho de militares, na fria e depressiva Londres de 1944.

É claro; isso tinha de fazer sentido.

Até para nascer; Cornwell tinha de nascer na guerra.

ps: e se alguém lembrar de alguma outra grande “tough lit”, aproveite e deixe registrado nos comentários.

Sedentário & Hiperativo

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Como é ser Deputado na Suécia


Sedentário & Hiperativo
Acho que no rítmo atual o Brasil vai atingir esse nível de ética por volta do ano 2500 por aí.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Rogério Calazans Deputado Estadual. 65123


Rogério Calazans é advogado e sempre esteve engajado na defesa dos trabalhadores. Como diretor do Procon em Maringá lutou contra a máfia dos combustíveis e enfrentou com muita coragem todos os desafios. É urgente renovar a Assembléia Legislativa do Paraná e Calazans é o nome certo para isso.
Calazan 65123 << para saber mais
Nota do Adilio: além disso ele é advogado licenciado do Sindicato dos Agentes Penitenciários e em seu trabalho sempre defendeu com muita dedicação e competência os agentes em varias injustiças cometidas durante a antiga administração.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

A reação dos torcedores com o gol dos EUA no último minuto


Foto: Reuters
Nós já sabemos disso faz tempo, aliás, a América do Sul sabe, a Europa também sabe, mas os norte-americanos estão aprendendo agora o que é o futebol.

No YouTube, o usuário kitchel22130 compilou as reações de torcedores americanos no mundo inteiro no momento do gol de Donovan contra a Argélia, no jogo que classificou os EUA para as oitavas de final.

É um vídeo emocionante pra qualquer fã de futebol, e que os vizinhos ricos do norte estão, enfim, entendendo que se joga com os pés.


brainstorm9

quarta-feira, 30 de junho de 2010

segunda-feira, 7 de junho de 2010

terça-feira, 1 de junho de 2010

China x Brasil

Quando vi este vídeo nesta noite de segunda cheguei a seguinte conclusão:

A China é muito criticada por sua falta de democracia.Crítica válida.
O Brasil é elogiado por sua democracia jovem, porém vigorosa. Elogio válido.
A China é criticada por desrespeitar os direitos humanos. Crítica válida.
O Brasil também é criticado por desrespeitar os direitos humanos. Crítica irracional.
A China é criticada por não ter imprensa livre. Crítica válida.
O Brasil, apesar do PT continuamente tentar amordaçar a imprensa, é elogiado por ter uma imprensa livre. Elogio válido .

Feitas as devidas comparações, mais uma vez se vê a reação de populares chineses ao flagrar uma dupla de marginais furtando uma bolsa de uma senhora. É pau para todo lado, eles não admitem esse tipo de coisa, ladrão tem que se fuder mesmo. E quando acontece algo semelhante no Brasil???? A imprensa simplesmente esquece que jornalista também pode ser vítima da criminalidade (vide Tim Lopes). Só se fala na porra dos direitos humanos. De que adianta viver em um país democrático, com imprensa livre e não ter o direito de se proteger de bandidos? E o direito de se defender? E o direito de andar na rua sem medo de ser o próximo assaltado? Nossos governantes só sabem falar mal da polícia e tentar desarmar as pessoas de bem a todo custo. Experimenta arrebentar no soco um malandro que vier te assaltar. Ele vai te processar por agressão!!! Direitos Humanos para os Seres Humanos, cacete e cadeia para os "Seres Omanos". Adilio.



UPDATE!
Flagrante de exceção, em que a população ajuda a polícia a recapturar bandido no Brasil.

Perdoem a reporter que apesar de cobrir matérias policiais ainda não aprendeu que não existe "di menor", é "menor de idade".

terça-feira, 25 de maio de 2010

Valorize o trabalho policial.



O policial da ROTAM diante de Deus.
O Policial ficou diante de Deus para uma ultima inspeção.
_ Fostes fiel á igreja? Destes a outra face ao inimigo?
_ Não senhor, nós que andamos armados não podemos ser só amor!
Na maioria dos domingos estava de serviço e não fui a igreja.
As vezes falei de modo impuro, outras fui violento, pois o mundo é muito duro! Mas nunca guardei um tostão que não fosse meu! E quando outra conta se acumulava, eu me dedicava aos trabalhos extras, e de minha família afastava!
Me perdoe, as vezes chorei á toa, por dores dos outros!
Reconheço que não mereço ficar em seu meio, pois jamais me quiseram por perto, a não ser no perigo!
Se tiver um lugar pra mim, não precisa ser luxuoso, mas caso não haja, eu saberei entender!
Faz-se silêncio ao redor do trono! E o policial esperou o veredito do senhor.
_ Teu corpo, serviu com alma e coração, fez escudo para o teu próximo!
Ande em paz pelo paraíso, porque o inferno já foi sua missão!

Retirado do orkut do Roger, policial em Maringá e meu brother.